Risorgimento, de Giuseppe Verdi

Após a Itália ser unificada, em 1861, muitas das óperas de Verdi foram re-interpretadas como Risorgimento. Começando em Nápoles, em 1859 e se espalhando por toda a Itália, o slogan “Viva VERDI” foi usado como um acróstico de Viva Vittorio Emanuele Re DItalia (Vitor Emanuel, Rei da Itália), se referindo a Vítor Emanuel II da Itália, então rei da Sardenha.

Verdi foi eleito como Membro da Câmara dos Deputados em 1861, seguindo um conselho do Primeiro Ministro Cavour, mas em 1865 ele renunciou o cargo. Em 1874 ele foi nomeado Senador do Reino, pelo veio Vítor Emanuel II da Itália.

Risorgimento (em português Ressurgimento) é o movimento na história italiana que buscou entre 1815 e 1870 unificar o país, que era uma coleção de pequenos Estados submetidos a potências estrangeiras.

Na luta sobre a futura estrutura da Itália, a monarquia, na pessoa do rei do Piemonte-Sardenha,Vítor Emanuel II, da Casa de Saboia, apoiado pelos conservadores liberais, teve sucesso quando em 1859-1861 se formou a Nação-Estado, sobrepondo-se aos partidários de esquerda, republicanos e democráticos, que militavam sob Giuseppe Mazzini e Giuseppe Garibaldi. A desejada unificação da Itália se deu assim sob a Casa de Saboia, com a anexação ao Reino de Sardenha, da Lombardia, do Vêneto, do Reino das Duas Sicílias, do Ducado de Módena e Reggio, do Grão-ducado da Toscana, do Ducado de Parma e dos Estados Pontifícios.

Na primeira fase do Risorgimento (1848-1849), desenvolveram-se vários movimentosrevolucionários e uma guerra contra o Império Austríaco, mas concluiu-se sem modificação dostatu quo.

A segunda fase, em 1859-1860, prosseguiu no processo de unificação e concluiu com a declaração da existência de um Reino de Itália. Completou-se com a anexação de Roma, antes a capital dos Estados Pontifícios, em 20 de setembro de 1870.

Fonte: Wikipidea

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Ode À Alegria

Assista à uma orquestra apresentando a 9ª Sinfonia de Ludwig Van Beethoven

Letra de  Ode à Alegria

 

 

Oh amigos, mudemos de tom!

Entoemos algo mais prazeroso
E mais alegre!
Alegre, formosa centelha divina,
Filha do Elíseo,
Ébrios de fogo entramos
Em teu santuário celeste!
Tua magia volta a unir |
O que o costume rigorosamente dividiu. |
Todos os homens se irmanam | 2X
Ali onde teu doce vôo se detém. |
Quem já conseguiu o maior tesouro
De ser o amigo de um amigo,
Quem já conquistou uma mulher amável
Rejubile-se conosco!
Sim, mesmo se alguém conquistar apenas uma alma,|
Uma única em todo o mundo. |
Mas aquele que falhou nisso | 2X
Que fique chorando sozinho! |
Alegria bebem todos os seres
No seio da Natureza:
Todos os bons, todos os maus,
Seguem seu rastro de rosas.
Ela nos deu beijos e vinho e |
Um amigo leal até a morte; |
Deu força para a vida aos mais humildes | 2x
E ao querubim que se ergue diante de Deus! |
Alegremente, como seus sóis corram
Através do esplêndido espaço celeste
Se expressem, irmãos, em seus caminhos,
Alegremente como o herói diante da vitória.
Alegre, formosa centelha divina,
Filha do Elíseo,
Ébrios de fogo entramos
Em teu santuário celeste!
Abracem-se milhões!
Enviem este beijo para todo o mundo!
Irmãos, além do céu estrelado
Mora um Pai Amado.
Milhões se deprimem diante Dele?
Mundo, você percebe seu Criador?
Procure-o mais acima do céu estrelado!
Sobre as estrelas onde Ele mora.

Wagner, o militante político

Costumamos chamar de militante aquele indivíduo profundamente envolvido com seus ideais políticos ou que está envolvido com algum partido político. Na linguagem popular, militante é aquele que “veste a camisa”, estampada com suas ideias. Continuando nossa curta trajetória sobre a vida do músico Richard Wagner, podemos perceber que também foi um militante, que defendia os ideais anarquistas.

Ele sonhava com a criação de uma nova sociedade alemã, na qual o Volk encontraria expressão numa nova cultura alemã. Movido por esses ideais, Wagner entrou para o Vaterlandsverein, um partido político fundado em março de 1848 para lutar pelo estabelecimento da democracia. Lá Wagner, Bakunin e outros revolucionários discutiam  revolução, republicanismo, socialismo, comunismo e anarquismo.

Mikhail Aleksandrovitch Bakunin

Mikhail Aleksandrovitch Bakunin (em russo Михаил Александрович Бакунин;Premukhimo, 30/05/1814 – Berna, 01/07/1876), foi um teórico político russo anarquista, de meados do século XIX.

Sua mãe faleceu em 9 de janeiro de 1848. Em junho, Wagner juntou-se à Guarda Comunal Revolucionária e publicou dois poemas revolucionários e um artigo. O primeiro desses poemas, Gruss aus Sachsen an die Wiener (Saudações Saxãs aos Vienenses) parabenizava os austríacos por terem forçado seu imperador a fugir, e incitava os saxões a seguirem o exemplo. O segundo, Die alte Kampf ist’s gegen Osten (A Velha Luta é contra o Leste) conclamava a uma cruzada contra a Rússia reacionária. No artigo intitulado “Que relação existe entre a empreitada republicana e a monarquia?”, Wagner descreve a nova utopia saxônica que surgiria após a queda da monarquia, com sufrágio universal, um exército do povo, congresso unicameral e uma nova economia burguesa.

A 8 de maio de 1849 Wagner publicou um artigo anônimo no Volksblätter intitulado “A Revolução”. Era um texto altamente inflamatório, glorificando a deusa Revolução. Apesar de anônimo, ninguém parecia ter dúvidas a respeito da autoria.

A 1 de abril Wagner regeu uma apresentação pública da Nona Sinfonia de Beethoven. No final da apresentação Bakunin se levantou do meio da platéia, apertou a mão de Wagner e disse bem alto para que todos ouvissem que, se toda música que já foi escrita se fosse se perder na conflagração mundial que estava para acontecer, esta sinfonia pelo menos teria que ser salva.

 

Assista à uma orquestra apresentando a 9ª Sinfonia – Ode à Alegria

 

A 3 de maio de 1849 o rei da Saxônia recusou as exigências dos democratas e ordenou que a Guarda Comunal se dissolvesse. Numa reunião extremamente exaltada que se seguiu na mesma tarde, os membros do Vaterladsverein decidiram oferecer resistência armada às autoridades, que contou com a participação de Wagner[4]. Ele correu à casa do tenor Tichatschek e persuadiu a aturdida esposa do tenor a entregar as armas que seu marido guardava em casa; a seguir foi inspecionar as barricadas. Tropas prussianas estavam a caminho da cidade, a fim de esmagar a revolução. Wagner tomou posse das impressoras do Volksblätter e mandou imprimir panfletos revolucionários, ao mesmo tempo que mandava seu amigo Sempre inspecionar as barricadas e mandava comprar  granadas[4].

Wagner passou a sexta-feira 4 de maio junto com Bakunin. No dia seguinte as primeiras tropas prussianas entraram em Dresden, e havia lutas pela cidade toda. Wagner subiu à torre da Kreuzkirche, que era utilizada pelos rebeldes como um excelente ponto de observação. De lá, ele lançou mensagens atadas a pedras a Heubner e Bakunin sobre os movimentos das tropas inimigas. Wagner passou a noite na torre, sob bombardeio contínuo das tropas prussianas. No dia seguinte ele escapou, foi até sua casa e fugiu com Minna para a cidade de Chemnitz (antes Karl-Marx-Stadt), para deixá-la em lugar seguro; mas para horror dela, ele resolveu voltar para o centro da revolta. Em Dresden havia lutas casa a casa, e na prefeitura ocupada pelo rebeldes, os homens estavam desanimados e exaustos após seis noites sem dormir. Wagner foi despachado para Freiberg para chamar reforços. Mas antes que Wagner pudesse retornar a Dresden com reforços de tropas a revolução já tinha sido esmagada.

Wagner juntou-se a Heubner e Bakunin a caminho de Freiberg e sugeriu que eles montassem um governo provisório em Chemnitz. Naquela noite, Wagner e Bakunin dormiram no mesmo sofá. Quando Wagner acordou, Bakunin e Heubner tinham fugido. Wagner correu para onde estava Minna, e os dois rapidamente abandonaram o país.

Os líderes da revolta, Bakunin, Otto Leonhardt Heubner e August Röckel foram condenados à morte (mais tarde as sentenças foram comutadas em prisão perpétua), e se Wagner ousasse pôr os pés em qualquer território alemão teria o mesmo destino, já que os monarcas absolutistas estavam todos unidos contra ele. Wagner se viu então obrigado a passar onze anos fora da Alemanha.

Fonte : Wikipedia

Richard Warner e suas Valquírias

Wagner foi um importante músico alemão, do século XIX, e em muito contribuiu para o fortalecimento do nacionalismo que impulsionou a Unificação Alemã. Para compor suas óperas, Wagner resgatou épicos nórdicos e lendas germânicas – elementos de identidade do povo alemão.

Assitam, abaixo, trecho da “Cavalgada das Valquírias” disponível no youtube:

Quem são as Valquírias?

Na mitologia nórdica, as valquírias eram deidades menores, servas de Odin. O termo deriva do nórdico antigo valkyrja (em tradução literal significa “as que escolhem os que vão morrer”). Nos séculos VIIIIX o termo usado era wælcyrge.

As valquírias eram belas jovens mulheres que montadas em cavalos alados e armadas com elmoslanças, sobrevoavam os campos debatalha escolhendo quais guerreiros, os mais bravos, recém-abatidos entrariam no Valhala. Elas o faziam por ordem e benefício de Odin, que precisava de muitos guerreiros corajosos para a batalha vindoura do Ragnarok.

Estátua de uma valqíria com uma lançaCopenhagenDinamarca; Feita em 1908 pelo escultor norueguês Stephan Sinding(18461922).

As valquírias escoltavam esses heróis, que eram conhecidos como Einherjar, para Valhala, o salão de Odin. Lá, os escolhidos lutariam todos os dias e festejariam todas as noites em preparação ao Ragnarok, quando ajudariam a defender Asgard na batalha final, em que os deuses morreriam. Devido a um acordo de Odin com a deusa Freya, que chefiava as valquírias, metade desses guerreiros e todas as mulheres mortas em batalha eram levadas para o palácio da deusa.

As valquírias cavalgavam nos céus com armaduras brilhantes e ajudavam a determinar o vitorioso das batalhas e o curso das guerras. Elas também serviam a Odin como mensageiras e quando cavalgavam como tais, suas armaduras faiscavam causando o estranho fenômeno atmosférico

Música: uma forma de manifesto político

Olá, turma!

Conversamos em sala, sobre algumas formas que, normalmente, utilizamos para nos manifestarmos politicamente. Ou seja, usamos panfletos, textos em jornais e revistas, matérias em programas de televisão e música. No século XIX, não foi diferente – com a exceção dos programas de tv, pois só foi inventada na década de 1920.

Os músicos foram muito participativos nas discussões políticas e contribuíram muito para o fortalecimento do sentimento nacionalista, tanto na Alemanha como na Itália. Suas maiores contribuições foram através de óperas compostas a partir de vários elementos existentes na cultura de seus países.

A palavra “ópera”, em latim, significa obras.  A ópera é um espetáculo que mistura teatro dramático e música. Os atores interpretam e cantam ao mesmo tempo, acompanhados por uma orquestra. Durante a unificação da Itália e da Alemanha, dois compositores de ópera, o italiano Verdi e o alemão Wagner, registraram em suas obras os anseios nacionalistas de suas épocas.

Richard Wagner