Sugestão de vídeo: Kiriku e a Feiticeira

 

Rio – Uma lenda que virou filme, peça de teatro, espetáculo de dança em todo o mundo leva um pouco da África para diferentes culturas. Kiriku (ou Kirikou) conta a história de um recém-nascido superdotado que sabe falar, andar e correr. Ele é o salvador de sua aldeia, ameaçada pela feiticeira Karabá. Ainda no ventre da mãe, kiriku ordena o seu nascimento e sua mãe diz que, se ele pode pedir para nascer, é porque tem capacidade para realizar isso sozinho. Em resposta, o menino nasce, corta seu próprio cordão umbilical e diz: “Meu nome é Kiriku”

A criança é bem pequena e nem sequer chega aos joelhos de um adulto, mas a sua coragem parece ser maior do que a de todos os adultos juntos. Ao longo do conto, é possível ver inúmeras referências à cultura da África Subsaariana como as vestimentas, a musicalidade, a relação com a natureza… – Com o olhar espiritual, a lenda inteira traz referências, como exemplo, ao baobá, que é cultuado como uma árvore sagrada, conhecido como “a única árvore que nasce de cabeça pra baixo”! Creio que a lenda ficou conhecida por dois motivos principais: porque agrada muito as crianças de todas as nacionalidades e porque os adultos também aprendem com ela – conta em entrevista ao Por dentro da África Mario Tenório, psicanalista e especialista em Lendas Africanas.

Diferentemente de muitas histórias de guerreiros africanos, Kiriku não é forte, não anda armado, não comanda um exército. A sua coragem é acompanhada de doçura, paz, tranquilidade. Ele não usa roupas enquanto a sua oponente Karabá é banhada de jóias, malícia e poder. Mario acredita que, nas lendas em que surgem líderes tribais,  o importante é que um guerreiro seja inteligente e calmo para sempre voltar bem de suas empreitadas…

Logo após o nascimento de Kiriku, seu tio vai até a feiticeira para exigir o fim de suas maldades contra a aldeia. Kiriku insiste em acompanhá-lo, mas ele não permite a presença do sobrinho, que se esconde em seu chapéu. Disfarçado, Kiriku consegue salvar o tio de uma morte certa. O pequeno guerreiro é movido pela curiosidade, pela energia e deseja saber o motivo de tanta maldade. Em uma dessas tentativas, a bruxa tenta matá-lo, mas ele foge. Um dia, com a ajuda da mãe, ele arma um plano para visitar o sábio da montanha e aprender mais sobre a feiticeira. Kiriku descobre o motivo de tanta maldade de Karabá e a liberta da maldição quebrando os feitiços que ela fizera contra a sua aldeia.  No filme, dirigido por Michel Ocelot (1998), é possível enxergar altruísmo, astúcia, perdão, a importância da coletividade e do amor na aldeia de Kiriku. Mario Tenório, que elege o nascimento de Kiriku como um dos momentos mais marcantes da história, utiliza o filme em seu curso de ensinamentos sobre lendas africanas para que seus alunos abordem questões sobre a própria espiritualidade.

Fonte: Por Dentro da África

Veja o filme:

Anúncios

Sugestão para professores: Biografia de Mahomma Gardo Baquaqua

A sugestão de atividade que proponho tanto para professores de História como para professores de Português é introduzir a biografia de Mahomma Gardo Baquaqua, única biografia escrita por um ex-escravo que viveu no Brasil. Sua biografia traz relatos de usos e costumes daquele período, as estruturas familiares, bem como os hediondos castigos aplicados Às pessoas escravizados no Brasil.

Crédito: Gravura retirada da biografia de Mahommag Gardo Baquaqua/Editora Uirapuru

 

 

 

 

Sobre a Biografia de baquaqua publicada em português pela editora uirapuru

Vídeos produzidos pelo Projeto Baquaqua.

Para saber mais, clique aqui.

Outros vídeos:

 

Você conhece a história de Mahommah Gardo Baquaqua? (3)

Baquaqua, 1850

Frontispicio, A.T. Foss e Edward Mathews, Facts for Baptist Churches (Utica, NY, 1850)

.

Mahommah Gardo Baquaqua nasceu em Djougou na África Ocidental em uma família de comerciantes muçulmanos em algum momento antes de 1830. Aqui ele é retratado com roupas em estilo ocidental pois o mesmo tornou-se afiliado da Free Will Baptists, com base nos EUA, cuja sede localizava-se em Utica, Nova Iorque. Mesmo tornando-se um cristão batista em 1848, ele manteve o seu nome muçulmano. “Mahommah” deriva de “Muhammad”, o nome do Profeta e, geralmente, dado à primeira criança nascida do sexo masculino ou uma criança do sexo masculino subsequente, caso o primeiro filho não sobrevivesse à infância. Este nome foi dado a ele porque sua mãe era de origem Hauçá e se casara com um comerciante muçulmano originalmente da comunidade islâmica do Borgu.

O significado do seu nome é revelador de sua identidade. O ano “Gardo” é derivado do Hauçá, “Gado”, que é o nome dado a uma criança nascida após o nascimento de gêmeos. Embora Baquaqua não explique esta etimologia, o mesmo afirma que nasceu depois de gêmeos. Contudo estes não sobreviveram à infância. Ele relata que em alguns dos lugares onde ele cresceu, pequenas estátuas foram retidas na memória dos gêmeos, o que parece ser uma referência para à cultura Yorubá vizinha. O prefixo “ba-” em seu sobrenome, “Baquaqua,” é um prefixo comum no Hauçá para indicar de onde uma determinada de pessoa veio, como em “Bakatsini,” alguém de Katsina, ou “Bakano,” alguém de Kano. De fato o singular para alguém que foi identificado como Hauçá é “Bahaushe.” No entanto, o significado do nome “Baquaqua” não pôde ser estabelecido.

Você conhece a história de Mahommah Gardo Baquaqua? (2)

Ele nasceu livre. Mahommah Gardo Baquaqua, como muitos outros africanos escravizados nas Américas, teve uma cidade natal, uma família e em alguma parte de sua juventude sofreu com a violência da guerra. Ele foi escravizado e exportado através do porto de escravos mais importante na África Ocidental, o porto de Uidá (Whydah), no reino de Dahomey. Foi então enviado para o Brasil em um tumbeiro (navio negreiro) e descarregado em uma praia no norte de Pernambuco em 1845. Naquela época, o comércio transatlântico de escravos já era proibido no Brasil. Logo, sua condição de escravo, por lei, já seria ilegal.

Baquaqua primeiro foi escravo de um padeiro em Pernambuco. Depois de tentar tirar sua própria vida ele foi vendido para um capitão de navio no Rio de Janeiro, com o qual viajou ao longo da costa brasileira, principalmente ao Rio Grande do Sul. Durante uma viagem a Nova York em 1847, ele foi capaz de escapar da escravidão, morando posteriormente dois anos no Haiti durante uma época de turbulência política. Sob a proteção da American Baptist Free Mission Society ele voltou para os Estados Unidos da América no final de 1849 para se inscrever no New York Central College ,em McGrawville, onde ele estudou entre 1850-53.

Como membro de uma família muçulmana na África, Baquaqua aprendeu a escrever em árabe e ajami. No Brasil ele aprendeu português, assim como algum francês e créole haitiano durante os dois anos que passou no Haiti. Em Nova York, ele aprendeu inglês o suficiente para ler e escrever cartas, quando em 1854 publicou sua autobiografia em Detroit, com a ajuda de seu editor Samuel Moore.

No período em que escreveu sua biografia, Baquaqua estava morando em Chatham, Canadá West (Ontário), que na época era um dos principais terminais da Underground Railroad dos EUA. No início de 1855, seis meses após a publicação de “An Interesting Narrative. Biography of Mahommah G. Baquaqua“, ele se mudou para a Grã-Bretanha onde permaneceu até pelo menos 1857. Nós não sabemos o que aconteceu com Baquaqua depois daquele ano. Em algumas cartas, ele havia revelado seus planos de voltar à África. Parece possível que ele voltou para Lagos ou o delta do Níger.

As reminiscências de M. G. Baquaqua formam uma um relato particularmente importante da diáspora africana. Tal como outros escritos biográficos, este nos permite ver o indivíduo para além do escravizado e do contexto da escravidão. O Projeto Baquaqua se pretende uma chance de imaginar, aprender e compreender e, através do senso de alteridade, a construir empatias e identificação.

Bruno Véras e Paul Lovejoy

fonte: Baquaqua

Você conhece Mahomma gardo Baquaqua? (1)

Biografia de Gardo Baquaqua é a única escrita por um escravo no Brasil

A obra revela facetas inusitadas da história do país e sai no país 163 anos depois de sua primeira edição

Fonte: Correio Braziliense

Exatamente 163 anos depois de sua primeira edição em inglês, sai agora no Brasil A biografia de Mahommah Gardo Baquaqua, um nativo de Zoogoo, no interior da África. Trata-se de uma publicação singela da Uirapuru Editora, mas que é extremamente relevante porque se trata do único livro escrito (no caso, ditado) por alguém que foi escravo no Brasil. Em apenas 80 páginas, estão resumidos — por um homem que falava um inglês “de maneira imperfeita” — o horror do tráfico e da escravidão.
A vida de Baquaqua foi muito movimentada. Ele nasceu em meados da década de 1820 no atual Benin, foi trazido como escravo ao Brasil, seguindo depois para Estados Unidos, Haiti, Canadá e Inglaterra, onde desapareceu em 1857, quando tentava obter ajuda para voltar à África, na condição de pregador batista, para conduzir seus irmãos à verdadeira fé, a fé em Cristo que ele abraçara no Haiti.
Seu pai era de ascendência árabe, fé islâmica, “e não possuía compleição escura”. Sua mãe era “completamente negra”. Baquaqua teve uma infância feliz na luxuriante natureza africana, que ele descreve com carinho e acuidade..
A escravidão, praticada há séculos na África, era terrível, conta ele. Mas “não era nada” se comparada àquela nova modalidade em que as pessoas eram arrancadas de sua terra, conduzidas até o litoral, “trocadas por rum, tabaco e outras mercadorias” e transportadas em navios para países distantes.
“Na África, as guerras são freqüentes”, registra. Depois de um combate, Baquaqua — que ainda muito jovem havia se transformado em ajudante de um rei — foi aprisionado pela primeira vez. Teve sorte de ser liberto por sua mãe, que pagou um resgate por ele. Feito prisioneiro em outra guerra, pouco depois, foi levado em direção ao litoral. “Colocaram uma corda em meu pescoço”. Na cabeça, carregava o saco dos grãos com os quais se alimentava. A viagem seguia, dia após dia, penosamente. Ao cansaço juntava-se o medo de ser devorado pelos grandes felinos nas áreas de capim alto. De noite, acendiam fogueiras.
Agonia no porão
No caminho, via laranjas pela primeira vez. Assombrou-se diante da residência de um rei que era “ornamentada em seu exterior com crânios humanos”. Os cativos chegaram à beira do mar. “Ali estavam escravos de todas as partes do país”. Eram marcados a ferro quente, “como faziam com as tampas de barril ou qualquer outro bem ou mercadoria inanimada”. Começaram a ser levados ao navio negreiro. Mas o vento estava forte e o mar, muito agitado. Uma das canoas virou. “Cerca de trinta pessoas morreram”.
Os escravos foram enfiados no porão. “Oh! A repugnância e a sujeira daquele lugar nunca serão apagados da minha memória”. Um irônico Baquaqua diz então que “os indivíduos humanitários” que apoiavam a escravidão certamente mudariam de ideia “ao tomar o lugar do escravo no porão pernicioso de um navio negreiro por apenas uma viagem da África à América”. Só há um lugar pior que um porão de navio tumbeiro, adverte. É o inferno.
Os escravos tinham de fazer o sinal da cruz inúmeras vezes e pronunciar “palavras das quais não conhecíamos o significado”. A desatenção e a sonolência eram desaconselhadas pela aplicação do açoite. Baquaqua vendia pão nas ruas. Trabalhava até as nove da noite. Em geral, vendia bem. Mas, se, por acaso, o faturamento caía, a punição vinha logo. “O chicote era o meu destino.”
  Incontáveis espancamentos depois, considerado um “caso difícil’, o cativo foi revendido para um capitão de navio. Sua tarefa era limpar facas e garfos e polir as peças de bronze. Também cuidava da dispensa e levava as provisões ao cozinheiro. A primeira viagem foi para o Rio Grande do Sul. Trocaram a carga por carne seca e rumaram para o Rio de Janeiro. Foram depois a Santa Catarina em busca de farinha, que negociavam no Rio Grande do Sul por óleo de baleia. Retornaram ao Rio de Janeiro, onde embarcavam sacas de café para Nova Iorque. No trajeto, Baquaqua foi espancado pelo capitão, que “batia de forma aleatória em minha cabeça”. Três marinheiros se juntam ao capitão na tortura. “Foram ordenados a me chicotear, o que fizeram com muito zelo.”
Em Nova Iorque, depois de incontáveis peripécias, Baquaqua foi levado à Prefeitura de cidade. De lá foi retirado por pessoas engajadas na luta contra a escravidão. Libertado, foi enviado a Boston, onde lhe ofereceram a oportunidade de emigrar. Para a Inglaterra ou o Haiti? Achava que o clima do Haiti, similar ao da África, lhe seria mais propício. E nem tinha ideia de como seria a Inglaterra. Vai, então, para o Haiti, onde permaneceu por dois anos. “Não sabia falar uma palavra da língua daquele povo e, o pior de tudo, não possuía sequer uma moeda para comprar nem mesmo um pão velho para saciar minha fome.”
No Haiti, o africano conheceu um missionário da igreja batista americana, o pastor Judd, que o acolheu e depois consegue que ele fosse enviado de volta aos Estados Unidos. Seguiu viagem “com violentas tempestades por quase todo o caminho”. Foi então para o Central de College, em McGraville, instituição de ensino fundada por antiescravagistas. Estudou lá por três anos (1850-1853). Em Boston, dita a Samuel Moore sua história, que foi publicada em 1854. Três anos depois, já na Grã Bretanha, some sem deixar rastros. Estaria com cerca de 33 anos.

Revolta dos Farrapos, Guerra dos Farrapos ou Revolução Farroupilha? (4)

Para terminar essas postagens sobre a Revolta dos Farrapos, separei algumas curiosidades sobre o Rio Grande do Sul!

Curiosidades sobre o Rio Grande do Sul:

1. Hino do Rio Grande do Sul

Sim, eles tem bandeira e hino. E todo gaúcho que eu conheço sabe cantar (inclusive as crianças!!!!)! E você, sabe o hino do seu estado?!

Sério! Olha a abertura de um jogo entre Grêmio e Internacional:

2. Desfile comemorando o levante Farroupilha em 20 de setembro – Porto Alegre (RS)

 

3. HUMOR

E já que estamos falando desse povo que adora uma tradição (e a gente estranha!), há muitos humoristas que também usam a tradição para fazer humor.

Guri de Uruguaiana

Gaudêncio

 

4. MÚSICA TRADICIONAL: 

Você sabia que no Rio Grande do Sul há diversos tipos de estilos musicais diferentes? Há o fandango antigo no Rio Grande do Sul as mais populares são: anu, balaio, queromana, tatu e tirana. No fandango atual são executados preferencialmente os seguintes ritmos do folclore vigente: marchas, vaneras, vanerões, xotes, milongas, rancheiras, polcas, valsas, chamamés, bugios.

Berenice Azambuja (minha preferida!)

Thomas Machado (The Voice Kids)  e Gaúcho da Fronteira

 

5.  Trajes (ou Pilcha)

Pilcha é a indumentaria e a vestimenta tradicional gaúcha de homens e mulheres. Pilcha conforma o conjunto das pecas que conformam o traje de honra para os atos oficiais e tradicionais. Existem vários tipos de pilchas, e variam pelas atividades, que podem ser campeiras, cultural- sociais e em as práticas desportivas. Só as roupas merecem em si uma postagem a parte porque precisaria contar a história dos Centros de Tradição Gaúcha (CTG), ou seja, são sociedades sem fins lucrativos que buscam divulgar as tradições e o folclore do Rio Grande do Sul tal como foi codificada e registrada por folcloristas reconhecidos pelo movimento, a partir de 1948. As principais peças da indumentaria de honra estão na imagem:

Pilcha ou traje tradicional gaúcho

Pilcha ou traje tradicional gaúcho

Fonte: Mais Sul

trajes gaúchos

Fonte: Reddit

6. Chimarrão

0040611_regular_chimarrao-lenda-da-erva-mate-regiao-das-missoes-indio-guarani-indios-guaranis-(15)

Fonte: Aqui

chimarrão, ou mate, é uma bebida característica da cultura do sul da América do Sul legada pelas culturas indígenas caingangueguaraniaimará e quíchua. É composto por uma cuia, uma bombaerva-mate moída e água a aproximadamente 80 Grau Celsius. O termo mate (oriundo do quíchua mati) como sinônimo de chimarrão é mais utilizado nos países de língua castelhana. O termo “chimarrão” é o mais adotado no Brasil, sendo um termo oriundo da palavra castelhana rioplatense cimarrón. O termo “chimarrão” pode, ainda, designar qualquer bebida (caféchá etc.) preparada sem açúcar; o gado domesticado que retornou ao estado de vida selvagem; e o cão sem dono, bravio, que se alimenta de animais que caça. Os primeiros povos de que se tem conhecimento de terem feito uso da erva-mate são os índios guaranis, que habitavam a região definida pelas bacias dos rios ParanáParaguai e Uruguai na época da chegada dos colonizadores espanhóis; e os índios caingangues, que habitavam o Rio Grande do SulSanta CatarinaParaná e MisionesDa metade do século XVI até 1632, a extração de erva-mate era a atividade econômica mais importante da Província Del Guayrá, território que abrangia praticamente o Paraná, e no qual foram fundadas três cidades espanholas e quinze reduções jesuíticas.

O chimarrão chegou a ser proibido no sul do Brasil durante o século XVI, sendo considerado “erva do diabo” pelos padres jesuítas das reduções do Guairá. A partir do século XVII, no entanto, os mesmos mudaram sua atitude para com a bebida e passaram a incentivar seu uso com o objetivo de afastar a população local do consumo de bebidas alcoólicas.

O QUE É UM CHIMARRÃO

Fonte: Aqui

O chimarrão é montado com erva-mate moída, adicionada de água quente (sem ferver, aproximadamente 80°C). Tem sabor amargo, dependendo da qualidade da erva-mate. A erva pronta para o uso consiste em folhas e ramos finos de Ilex paraguariensis (menos de 1,5 milímetros), secos e triturados, passados em peneira grossa, de cor que varia do verde ao amarelo-palha, havendo uma grande variedade de tipos, uns mais finos, outros mais encorpados, vendidos a diversos preços. O predomínio de folhas ou talos em sua composição, bem como sua granulometria, variam de região para região.

Um aparato fundamental para o chimarrão é a cuia, vasilha feita do fruto da cuieira ou do porongo, que pode ser simples ou mesmo ricamente lavrada e ornada em ouroprata e outros metais, com a largura de uma boa caneca e a altura de um copo fundo, no formato de um seio de mulher (no caso do porongo) ou no de uma esfera (no caso da cuieira). Há quem tome chimarrão em outros recipientes, mas a prática é geralmente mal vista. O outro talher indispensável é a bomba ou bombilha, um canudo de cerca de seis a nove milímetros de diâmetro, normalmente feito em prata lavrada e muitas vezes ornado com pedras preciosas, de cerca de 25 centímetros de comprimento, em cuja extremidade inferior há um pequeno filtro do tamanho de uma moeda e, na extremidade superior, um bocal, muitas vezes executado em folhas de ouro para evitar a oxidação de metais menos nobres.

Fonte: Wikipedia